Couro e bainhas

Lembrem-se que as opiniões expressas, preços de coisas, idéias, métodos de trabalho, etc podem se alterar conforme a experiência do cuteleiro e o tempo que passou desde a informação.

 

Tintas e Tipos de couro

http://www.knifenetwork.com/forum/showthread.php?t=7966&goto=nextnewest

JosuéH.M.Araujo
Tinta Enigma é isso ai, é preciso cuidado para não ter surpresas até quando estou tingindo couro. Mas que é uma tinta exelente não temos dúvidas.
Agora testar a Araldite 24 hs. Liquefeita a quente para selar uma empunhadura que eu revesti de couro. e que depois …
Quero testar uma forma de deixar dura uma bainha de espada. A bainha ficou otima mas está com um probleminha de digamos …
Disfunção eretil , disgramada, num fica dura nem com viagra.
To pensando em laquear a bainha, ou envernizar com verniz epoxi

Callega
Nao tenho nem ideia de como os gauchos fazem, mas algumas bainhas que ja vi, e possuo, sao feitas com um couro que fica branco e duro…

Ricardo Lala
Existem couros que são mais duros, e depois de moldados, molhados, secam e ficam durinhos, como os enervos para armação de selas, existem os enervos brancos, que deve ser o que o Calega disse, ou então envernizar a bainha com vernizes de madeira, do óleo da madeira, do nó do pinho é exelente, de pau-brasil funciona muito bem tb.

JosuéH.M.Araujo
Consegui resolver o probleminha da bainha molenga.
Usei verniz.
Ficou dura firme.
Couro branco: Couro ja tinjido ( geralmente curtido ao cromo, usado em industria de calsado e confecção de cintos e bolsas)
Couro branco: curtido na cal , os gauchos sabem como.
Couro branco: cru , a pele seca ao sol depois de salgada e tirado os pelos.
Couro “nervação”: é o couro ou pele que após o descarne é raspado da pele, é o mesmo que a raspa sem curtir.
Couro Branco: Lonca ou tento, Couro cru cortado em tiras para a confecção de laços, arreio, chicotes, costura e trançados diversos.

Bainhas Para Porte Dissimulado

http://www.knifenetwork.com/forum/showthread.php?t=8687&goto=nextnewest

Cabete
Portar faca não é proibido mas sempre vale a pena portar de forma dissimulada para não assustar às pessoas e para ter-se o fator surpresa quando se necessitar usar.
Em cidades quentes como a minha não dá para usar casaco e nós caipiras não costumamos usar paletó e gravata também, este um trage mais para Brasília.
Portanto, para um porte dissimulado de uma faca quando se usa uma camisa leve e fina por dentro da calça acho que só sobram as posições de faca dependurada no pescoço, que só serve para pequenas lâminas, e na perna.
Eu estou certo em minhas colocações ou existem outras opções?
Se a opção for pelo porte na perna quais os modêlos de bainha existentes? Alguem tem fotos para vermos?

Jeff Velasco
Acho que o melhor neste cenário é um canivete tático, mas existe uma bainha chamada spinal backup que pode ser usada por baixo de uma jaqueta. Quem sabe alguma coisa no mesmo sentido, mas muito menor pode ser criada? O que acha o pessoal do trabalho com couro?

JosuéH.M.Araujo
Coma disse o velasco. Com couro é possivel, alem das bainha com clip para se usar por dentro das calsas. Em particular tenho feito dois tipos de arnes para serem adptados para o porte de facas na posição sub axilar ou lombar. Infelismente não tenho fotos para por como ilustração.
Mas se ouver alguem tenha a revista Kinives Illustrade de junho de 1998 veja as pags 82 e 83 oque esta ali da para fazer e tem um outro que é em forma de um oito. O qual oferece 3 ou mais pontos para se fixar a bainha.

Nakayama
Comento sobre como portar no meu livro, o problema é bem complexo. Vejamos o que o Cabete disse, uma bainha dissimulada na perna deve estar por dentro da calça, na parte inferior da perna, entro o joelho e o calcanhar, ou em um bolso escondido. Por dentro da calça em qualquer região dificulta o saque, mesmo no bolso da calça se a pessoa estiver sentada não conseguira tirar um canivete tático facilmente. Na região da perna entre o joelho e o calcanhar a faca o saque é demorado e fica muito caracterizado, perdendo o elemento surpresa. O porte nas costas não recomendo, como o Jeff Velasco colocou a foto, da para perceber se a pessoa ficar encostada em uma parede ou estiver sentado em uma cadeira com encosto, fica difícil e demorado o saque. O ideal seria um bolso falso como existente em um modelo americano de calça que um amigo possui, sendo praticamente impossível ver a faca, ao mesmo tempo que o saque é rápido e muito dissimulado, se puder coloco uma foto aqui no fórum.

Bainhas de Tentos

http://www.knifenetwork.com/forum/showthread.php?t=9137&goto=nextnewest

Leandro Pazini
Caros amigos, tenho uma duvida quanto a origem das bainhas e empunhaduras confeccionadas em tentos, o povo por aqui fala que é uma tradição originaria do Sul da Argentina más no Rs ouvi comentarios que afirmam ser originarias do Uruguai , se alguem souber algo a respeito gostaria de detalhes.

JosuéH.M.Araujo
Caros colegas de de forum sei pouquissimas coisas a respeito das bainhas de Tento , sei apenas que são tipicas da região sul de nosso continente. Particularmente o Rio Grande do Sul, os paises da Bacia do Rio da Prata ou a região dos pampas.
O tento é tambem chamado de “lonca”de boi ou dependendo do animal, mais o nome do Animal de qual foi retirado o couro.
Um velho Amigo da cidade de Don Pedrito certa vez me presenteou com uns 4 tentos ( tiras ) de Lonca de cavalo.
Sei que é muito rica de formas e de diferentes tipos de nós e transados a cultura ( podemos chamar assim) de selaria e areios do Sul de nosso continente.
Mas tenho quase certesa que ela surgiu com o gado e o comércio de Charque ( carne seca)
Sendo o couro de boi e de outros animais o recurso mais abundante e facil de se obter naquelas planuras quase sem árvores que eram os pampas.
Com todo respeito chamo os nossos colegas Gauchos, Pois quem já tirou tento sabe bem o grande trabalho que dá.

Leandro Pazini
Amigos esta semana estive na Argentina e conheci um senhor que aparenta ter uns 60 anos , por incrivel conhecidencia ele trabalha com tentos, é incrivel ver a velocidade como ele os faz , precisão, ele faz os tentos olhando e conversando com vc, segundo ele o que mais vende é cintas deste material pois os argentinos gostavam muito “o preço fez com que muitos deixassem de comprar ” segundo ele não existem mais artesão que vivam exclusivamente da arte, ele faz 2 cintos por dia , cada um custa U$ 35 , e ele vive de um lado para o outro na argentina, tentei lhe encomendar uma bainha, más ele falou que voltara a região somente no final do ano, por incrivel que pareça ele aprendeu com um Uruguaio que vivia na Argentina, e vive como Hippie , sera que no Brasil existem alguem que sabe esta nobre arte.

JosuéH.M.Araujo
Para meus amigos…
Eu tenho paixão pelo meu Trabalho, principalmente pelos desafios que meus clientes me fazem. Estes dias por coicidencia estive pesquisando sobre curtimento em especial sobre o curtimento a cal. Esta semana estou testamdo isso em um couro de bode. E se não der BODE. Obterei um couro fino e branco, que
é exatamente o couro de trabalhar fazendo trançados e aquelas bainhas …
Tenho 2 livros em ingles que ensinam a fazer um serie de nos, trançados, encinam a fazer arreios, selas, laços e chicotes.
Quando tive oportunidade de conceguir esses livros , foi otimo.
No Catalogo da Tandy Leader Tem um verdadeira eciclopedia
de RAW HIDE que é como eles chamam o TENTO . Tem uma serie de livros que um jornalista Americano escreveu que conta a trajetoria da historia do artesanato em couro crú pelo mundo são mais de 5 livros de mais de mais de 200 paginas cada e são How to tabem. Eu vou por aqui depois de me certificar e me interar direito
Livros sobre Transados e couro crú
Lacing & Stitching for Leathercraft
Tem 22 pags é tipo how to
Leather Braiding
Tem 192 pags e Tem um dicionario de termos tecnicos de transado( eu Tenho esse e usei-o para faser aquela bainha de tentos da faca Fiskiana do Lepa.)
How to Make Cowboy Horse Gear
tem180 pgs
Tambem tipo how to
Onde encontrar na net www.tandyleather.com
outro lugar para se ver na net www.TheLeatherFactory.com
Os preços da Tandy são os mais salgados.
Os sheath Maker americanos estavam reclamando sobre isso e mais no forum deles.
O livro How to make Cowboy Horse Giar, tem uma serie de exemplos de empunhadura coberta de transado de tentos. Venho a algum tempo tentando fazer uma para uma de minhas facas. Mas ainda não estou satisfeito com o resultado.

Jefferson Berr
Quem sabe bastante de bainhas com tentos é o Edson Reis(Edinho), eu mesmo possuo varias facas da minha coleção que ele fez as bainhas para mim, justamente com este trabalho.

JosuéH.M.Araujo
Falando em tento… Façam o seguinte.
Peguem um couro cru, só salgado e sem pelos, dependedo do sal e do tempo ao sol ele vai estar branco ou amarelo pálido.
Peguem uma esponja e umideçam o couropara que ele fique mais facil de cortar. Cortem um circulo de couro de uns 40cm de diametro.
Com um compasso de traçador ou de ponta seca deem uma abertura de 5mm ou 1/4 de polegada, tracem uma margem da medida referida e com uma faca bem afiada ou tesoura vá cortando em espiral seguindo a linha de 1/4″ . Tirando assim uma fita de couro branco de 1/4″.Se você acertou na primeira vez , você estará com ima fita de mais de 5m por 1/4″ de couro cru . Ponha em um balde de agua a fita por mais ou menos 40 minutos.Tire do balde e prenda a ponta a um suporte e estique a tira de couro em todo o seu comprimento.
Faça em um pedaço de madeira um entalhe da lagura e espeçura da tira de couro e com ele e uma faca afiadissima percorra toda a esteçao da fita acertando as bordas e tirando as rebarbas. Repita essa operação desquinado a fita com um angulo de 45 graus no corte de borda da fita. De tal forma que se obtenha um perfil de um retangulo com as arestas cortadas em 45 graus.
Com essa fita, tento voce pode começar a brincar de fazer uma serie de transados e costuras de couro cru.
Eu levei para quem quisesse ver uma ferramentas dessas que eu uso para bordar couro e uma que desde que estou usando tem sido otima para brunir as bordas, cavar canais de costura e etc…
Eu não teria feito esta ferramenta, que tem me sido muito util devido a sua versatilidade, sem a Colaboração do Jacinto Melo, que me enviou uma caixa de pontas de chifre de cervo.
Receitinha:
Pega – se um pedaço de 3 a4 polegadas de chifre de cervo , de preferencia um rasoavelmente curvo , terminando em ponta bem aguda.
Pega- se um pedaço de madeira dura , toneia se nele uma esfera de mais ou menos 2 polegadas, faz se um furo com broca na esfera co diametro compativel com a parte mais larga da ponta do chifre.Fixe o chifre na esfera de forma que fique firme, pode usar durepox, agora que você uma bola de madeira cornuda…
Use isso para brunir as bordas das bainhas e invente outros usos
essa ferramenta eu demontrei para o pessoal da martelança. ajuda para caramba e faz o mesmo serviço do dobrador de osso’…

Bainhas de couro protegem ou oxidam as lâminas?

http://www.knifenetwork.com/forum/showthread.php?t=9135&goto=nextnewest

Cabete
No meu tempo de moleque só houvia falar de curtir couro com pedra umes ( ou humes ? ). Hoje em dia, por seu intermédio já houví falar de tanino e outras coisas mais. Acredito que conforme o método de curtimento do couro e portanto os sais que ele absorva ele possa ser mais ou menos agressivo às lâminas.
Como já afirmei inúmeras vezes não sou colecionador, sou ajuntador e todo ajuntador é um pouco relaxado. Eu sou dos que é muito relaxado!!
Minhas facas, se possuem bainhas é dentro delas que ficam. Tenho peças de aço carbono bem antigas, uma em especial que pertenceu a meu pai é de uma aço carbono Solingen e sempre ficou na bainha, tive até que mandar fazer outra bainha pois a original se deteriorou.
Nunca tive um único caso de oxidação da lâmina dentro da bainha só que sempre tive o cuidado de só guardar as lâminas nas bainhas depois de absolutamente secas.
Não seria um pouco de folclore esta máxima difundida de que se deve guardar as facas fora das bainhas? E se realmente isto tiver fundamento em alguns casos não seria esta uma falha do bainheiro em fazer uma bainha que agrida à lâmina? Não deveria ele primeiramente “neutralizar quimicamente” o couro?

JosuéH.M.Araujo
Teve um lugar que escrevi que as bainhas sempre atacam as facas. Mas de Verdade NÃO é bem assim. Tudo depende de varios fatores, coisa que devemos prestar atenção.
O fator mais importante é o cuidado do dono da faca e bainha.
Como guarda, como cuida, se guarda a faca suja e umida, se depois de uma boa aventura, toma cuidado em limpar( Lavar ou escovar ) secar , encerar ou passar um oleo com um pano no couro da bainha.
Outros fatores contam , o tipo de aço da lámina da faca . Ex eu fico cheio de dedos com facas de aço Damasco e Aços carbono. Aços de baixa liga, ou seja apresentam apenas traços dos materiais de refino do aço, maganes, silica, enchofre, e outras impuresas.
O Rodrigo Sfredo, Jacinto Melo, Os imãos LaLas, são cuteleiros que entendem de bainhas de couro tambem e gostaria de saber a opinião deles.
Eu mesmo sou um cara meio purista e relação a bainhas. Couro é a melhor alternativa para fazer bainha de faca, na minha opinião
Mas eu sou muito , mas muito suspeito para falar disso.
Tem coisas que se podem fazer com o couro de uma bainha que vão evitar que a quimica que foi empregada para curtir o couro não vá reagir com o ferro da liga de aço, oxidando-o.
Eu particularmente tomo o cuidado com o fornecedor, conhecer o curtume de onde vem materia prima, é algo importante.
Escolher a peça de couro também.

Lepazini
Facas de aço inox não sofrem tanto com oxidação por isso podem ser guardadas dentro de suas bainhas, “deve o colecionador apenas limpa-la as veses , já as facas de aços ao carbono sofrem mais, eu pessoalmente faço minhas bainhas em madeira e as forro com veludo assim as facas podem ser deixadas na bainha , mesmo assim quando guardo minhas facas sempre as guardo limpas e embrulhadas em camisetas velhas , ou panos que sejam de algum tecido macio , quem ja fez uma bainha para mim sabe disto, sempre mando minhas facas embrulhadas em panos , e toda semana devem ser limpas com um pano bem seco, nunca quardo facas de aço carbono dentro das bainhas pois é oxidação na certa.
Apenas para relatar que as bainhas de couro das facas de aço carbono eu utilizo passar goma laca transparente assim vc evita o contato direto com o couro .

JosuéH.M.Araujo
Existem outras formas de presevar as laminas mesmo dentro da bainhas.
Alem da goma que você costuma usar existe o silicone puro. produto da 3M, que não é reativo, espalha bem sobre a lamina e que tantem se usa para preservar armas de coleção.
Eu tenho uma forma de tratar o couro de minhas bainhas de tal forma que a pedido do cliente a bainha assim tratada vai minimisar ou praticamente não havera ataque sobre a lamina. Neste exato momento em meu atelier ha 4 facas em suas respectivas bainhas uma delas esta guardada a mais de 5 anos dentro da mesma bainha. Bom afaca é de 440C. Toda ves que usei limpei passei um olinho e quardei na bainha. (( parece que numca ira acontecer nada, mas guarde a suja de seiva de mato ou com residuos de sumo de frutas… E mancha na certa)) As outra são: Uma bushmam da Cold Stel , uma faca que ganhei do Stg Ferrari que está na cainha que fiz para ela desde um mes apos o SPKS 2001. Ainda esta sem marcas de oxidação. A n3 é uma faca miuto simples, feita de uma serra Starret a bastate tempo, Quando eu era estudante de engenharia industrial, portanto de aço de alto carbono e liga. Tambem esta na mesmo bainha que tratei mergulhando a em oleo de carter de motor de trator agricolan. Oleo para motor disel, nem sinal de ferrugem até agora.
Outro dia li em uma revista, que o veludo ou feltro devido a tinta mais às suas propriedades hidroscopicas e hidrofilas tambem podem manhas ou mesmo provocar o aparecimento de oxidação em aços até medianamente seciveis.
Tem uma ultima faca que esta dentro de uma bainha full carved e com apenas o tratamento usual de … mais mink oil com silicone e mais uma mistura de 1/2 glicerina 1/2 oleo “PAN” aplicado com uma espoja. A faca de aço de Solingen Marca AIRON é de procedencia Argentina.
Ainda está perfeita.
O Lepa tem toda a rasão manutenção é bom , ajuda a evitar desgostos.

Cabete

Sou descendente de Italianos e Portugueses portando volto a insistir que ainda acho estranho esta história de que bainha oxida a lâmina. Acho que está faltando algo para complementar a frase. Não seria: bainha umida oxida a faca? Ou : faca suja na bainha oxida?
Ou será que diferença está em um procedimento ridículo de simples que sempre fiz que é borrifar o silicone spray dentro da bainha de vez em quando ( mais ou menos uma vez ao ano ) ?
Eu realmente não sei o que ocorre mas posso afirmar com todas as letras que nunca tive uma faca oxidada dentro da bainha, sendo várias em carbono, e nunca as tiro da bainha. Não vou afirmar, baseado em minha esperiência que a oxidação não ocorre nunca, só posso dizer que comigo nunca ocorreu.
Acho que quem tem este tipo de problema precisa começar a fazer umas experiências simples como esta de siliconizar as facas e bainhas.

Ricardo Lala
O couro nada mais é do que um material natural, fibroso, e com caracteristicas muito próprias, insubstituível em suas qualidades, mas quando se adiciona produtos químicos para seu curtimento, começam os problemas, pois antigamente, quando se curtiam apenas com casca de madeiras e alumén de potassio ( pedra humes) não tinhamos estes problemas, mas o maior dele é sempre a umidade, pois o couro age como esponja, absorve do ar ( quando existe, pois em Brasíla o Hoffman não tem este problema)e então recomeçam os processos químicos, ou seja, os residuos de tanino se tranformam em “ácido tânico”, e nada pior do que ácido em uma faca, quer seja de inox ou carbono, ou seja, se voce mora em cidades muito úmidas, ou no litoral , com maresia, sal e umidade, cuide de suas facas, ou vai ter surpresas desagradáveis em sua coleção.

Cabete
O Ricardo Lala falou uma grande verdade: A umidade relativa do ar! Ribeirão Preto também tem uma umidade relativa muito baixa e é bem quente o que favorece a evaporação de qualquer umidade nas bainhas.
Ontem comprei um livro sobre secagem de madeiras e acho que o que acontece com o couro é parecido com o que ocorre com a madeira que absorve umidade do ar até entrar em equilibrio com o meio ambiente. Uma mesma madeira e creio que também o couro terá uma umidade interna de equilibrio diferente de acordo com o meio ambiente em que estiver.
Na madeira é facil resolver isto aplicando vernizes ou cêras já no couro poucos produtos conseguem impermeabilizá-lo sem alterar significativamente seu aspécto e textura. Acho que o Ricardo matou uma das charadas.

Ferrari
Bom, se formos falar de materiais naturais, praticamente todos sofrem com a ação de umidade, calor, etc. Tanto o couro, osso, madeira, marfim, chifres, todos deformam de uma maneira ou outra, é só uma questão de tempo. A própria madeira, por mais seca e bem serrada que estiver, após ser trabalhada vai sofrer algum tipo de deformação, isto é inevitável, pois a madeira é porosa e absorve umidade e seca novamente, com isso ocorre um dilatamento ou retraimento da mesma. Fiz uma faca com empunhadura em chifre de búfalo e alguns meses após o término da mesma, percebi uma pequena diferença. Minha conclusão foi de que a ação do tempo (umidade, calor) é que foi o responsável por essa deformação. Este é o preço por materiais naturais, são muito bonitos e clássicos. Eu particularmente tenho preferência por madeira, osso e chifres, porém exigem do proprietário de uma faca feita com esse tipo de epunhadura um cuidado a mais.
No caso do couro é a mesma coisa, ele também absorve a umidade, que pode atacar a lâmina da faca. Porém é sempre válido lembras o ditado do velho mestre Fisk, “A faca não enferruja, é o dono que não cuida dela”

R.Vilar
Isto de sobre bainha não lenda, o Lala disse tudo! Talvez vc nunca tenha tido problema pelo lugar em que mora!
Que tal deixar tuas facas ‘passarem umas férias aqui comigo na Serra da Cantareira SP?
Aqui o Callegari poderia fazer uma plantação de cogumelos nas bainhas, é muito húmido, tenho problema do oxidação, o silicono ajuda muito!

JosuéH.M.Araujo
O tanino já é o acido Tánico. E hoje com os quimicos industruais, tenho minhas dúvidas. No processo de curtimento pelo que sei as reações se competam e os residuos, oque tiver sai na lavagem final feita nos fulões.
O Ferrari e Sr. Jerry Fisk tem bem rasão de dizerem “Não e a faca que enferruja , o dono é que não cuida”.
Eu tenho enviado sempre com meus trabalhos uma advertencia para que caso o usuario da faca e bainha , for ficar sem usa- las para tirar a faca da bainha e guarda las em separado afaca e a bainha cada uma dentro de um saco ( zip bag ou similar). Caso for ficar nais de 20 ou mais dias sem usar a faca ou no caso de arma de fogo seu coldre ou capa.
Mesmo o querido kydex. Por não ser poroso e Nào respirar pode também e alguns casos provocar danos à faca que devia proteger.
Por exemplo o usuario atravessa um rio e seca apenas a parte externa da bainha, afinal é kydex, e não se preocupa em verificar a parte interna, ai seca, o calor do dia faz as gotinhas de água virarem vapor. O vapor envez de escapar se condença sobre a superficie de aço da faca e a superficie interna da bainha. E ai o cara ve que a faca está machada ou com um bocado de ferrugem na lamina. :evil
E pensa ; Nada no mundo é perfeito….
Quanto a fungos, isso tambem é um problema quando chove muito por essa bandas. Solução :
Conhece aqueles Tuperware, ou similar , tem uns em forma de caixa com tampa ermetica. Põe silica gel dentro e depois de as bainhas terem ficado no forno a 70 graus mais ou menos, se uma encerada e guarde as bainhas e facas dentro da caixa ermetica.
Não é caro nem dificil de conceguir.
Quando a umidade do ar esta sempre por volta de 80% é bom sempre estar de olho e com a escova macia a mão.
Tem outra coisa , cuidado com veludo e feltro. estes tipos de forração SÃO mais agresivos ainda que o couro em certos casos e condições.

Cabete
Agora as coisas estão clareando. Eu sou muito difícil de aceitar as coisas que não compreendo por esta razão às vezes fico martelando em um assunto até que as explicações razoáveis comecem a aparecer.
Neste assunto das bainhas algumas coisas importantes apareceram:
– Limpeza e secagem perfeitas das lâminas.
– Umidade relativa do ar.
Agora acho importantíssimo deixarmos registrado aqui observações para quem está chegando no forum agora e não participou de outros foruns onde também debatemos o que aplicar nas lâminas para protegê-las.
Esta história, divulgada até por alguns fabricantes, de se usar manteiga ou óleos vegetais para mim é o fim!
Como não explicam direito as coisas e brasileiro já não tem o hábito de ler manuais e instruções nas embalagens imaginem o que acontece com a faca do cidadão que a lambuzou de manteiga ( às vezes com sal ), enfiou na bainha e guardou?!!
No mínimo o cheiro de ranço vai impregnar na bainha e ela vai ficar com aquele delicioso cheirinho de urina de rato.
Dependendo do tipo de empunhadura também tem que se tomar muito cuidado com os óleos de carro ou sprays desengripantes pois atacam violentamente certos materiais.

D’Bem
Se os amigos me permitirem eu gostaria de dar a minha opinião a respeito de como mais me preocupava o ataque das quimicas do couro sobre as laminas, sedo elas de inox ou carbono, tbém gostaria de dizer que concordo que não é a faca que enferruja… etc, mas um outro ponto que me incomodava muito era o fato de alguma peça ficar guardada em sua bainha e seu fio quase desaparecia, daí passei a estudar um pouquinho mais a fundo e a fazer experiencias, e para não acertar por tentativa e erro, solicitei a um professor meu amigo dá UNESP de Bauru que me auxiliace, e lá em em seus laboratorios descobrimos que o ataque quimico, principalmente o dos cloretos utilizados no curtimento, causavam mucro-erosão na parte mais fina de uma lamina seu fio e isto foi observado num microscopio-eletronico. Quanto a oxidação na lamina em geral não podemos descarta os sais de nossas mãos ou ainda das pessoas que pegam as peças para ver, e é como se diz: os olhos estão nos dedos.

Ferrari
Recentemente testei um óleo para conservação de lâminas e deu excelentes resultados. É um óleo para lubrificação de aparelhos odontológicos. Existe um de alta rotação, mas o de baixa rotação é melhor, não fede e possui silicone em sua fómula. Qualquer dental tem e não custa caro.

Ricardo Lala
Bem, todos falam em que as bainhas devem proteger as facas, eu encaro de outra maneira, a bainha é um utensilio útil para trasportar a faca de modo seguro, nos protegendo de acidentes, pois ficaria com o fio exposto, caso não tivesse bainha, e não a binha proteger a faca propriamente.
Podem achar minha opinião meio radical, mas a faca não precisa ser protegida, e sim seu dono….

JosuéH.M.Araujo
Realmente é isso.
O dono da faca deve fazer o possivel para conservar e manter adequadamente suas facas ou armas ( uma vez que não estou restrito às bainhas…) O Sgt Ferrari, que conhece bem as rotinas de se consevar e manter o material belico de nosso Exercito. Sabe bem das maselas e soluções que os varios tipos de clima de nosso pais impõe na manutenção dos mais diversos mareriai.
A preocupação com o perfeito atendimento de nossos clientes só demonstra o aumento do profissionalismo de todos.
Tambem ninguem pode discordar do que o Ricardo acabou de dizer.
Lembro me bem de um acidente no final do Blade Show de 2000 quando ao remover a mochila de nosso amigo Ivan, fui surpriendido pela ponta de uma faca que me fez um pequeno corte na mão.
Depois perguntei…
Por que você não pos um dispositivo de seguança e transporte na faca ?? E olhe que fiquei chateado com a mochila que tambem foi danificada.
Ai o Ricardo Lala interviu com o jeito só dele:
Bainha né Josué.
Como disse no outro topico…
A bainha surgiu para se transportar e portar com segurança aquela que foi e é a mais preciosa e versatil ferramenta da raça Humana.

Ferrari

Bom, já que o Josué tocou no assunto de manutenção nos moldes do EB, vamos a alguns fatos.
Todos os artefatos de aço que possuem qualquer estojo ou bainha ou envólucro de couro serve somente para o porte do referido material, sendo quando o mesmo está na reserva de material o mesmo não fica armazenado dentro do respectivo estojo. Isto demonstra a capacidade de ataque do couro ao aço, principalmente por algum descuido do proprietário em deixar o material nele armazenado. Em minha opinião a bainha é o instrumento de porte para a faca, e não para seu armazenamento prolongado.
E para a conservação do couro no EB o pessoal usa um óleo de peixe (eeeeaaarrrgh!!) que fede que nem o diabo! Mas o dito cujo conserva o couro pra caramba!!!

Cabete
Não dá para comparar bainha ou coldre de equipamento militar que é manuseado por milhares de pessoas ao longo de sua vida útil com os meus equipamentos que só eu ( e às vezes minha esposa ) manuseiam e sempre cuidam e guardam em lugares perfeitamente isentos de umidade.
Até entendo que devamos divulgar aquilo que a maioria deva fazer mas não podemos transformar isto em uma regra.
O meu Taurus TA tem uns 18 anos e nunca ficou fora do coldre. Dou ele de presente a quem achar oxidação! Só que nunca foi guardado sujo !!

JosuéH.M.Araujo
Eu achei intereçante a colocação do Genésio, e com microscopio e tudo.
O fator acido úrico, que está presente no suor , mas em certas pessoas é algo alto a porcentagem , dai o cuidado do pessoal da metrologia e dos testes metalograficos. Selecionarem as pessoas que não tem altas tachas de ácido úrico no suor, para trabalhar nessas árias.
Tem uns caras que Sào um terror , pos o dedão, dali a pouco ; Ferrugem.

Ferrari
Bom Cabete, acho que vc realmente está defendendo sua opinião, que concordo e respeito, porém devemos observar algumas coisas, por exemplo vc citou o seu TA que fica guardado no coldre e nunca enferrujou, mas garanto que vc como uma pessoa cuidadosa e zelosa que parece ser nunca descuidou de sua manutenção, o que é louvável e serve de exemplo para todos os proprietários de armas ou de facas artesenais/comerciais. Ontem acabei de restaurar uma espada de oficial do EB com 50 anos de idade, com a lâmina enferrujada e vários pits de corrosão. Lixei na mão sua lâmina com lixas 600 e 1200 e após isto abri novamente o brilho com o polimento. A lâmina voltou à vida, porém ainda com alguns pits que só com um desbaste mais agressivo iria retirar.
Pois bem, esta lâmina foi guardada em sua bainha de metal, revestida de camurça por dentro, e mesmo a lâmina estando protegida por uma graxa anti-óxido a mesma enferrujou. Talvez se dono ao invés de guardá-la na bainha e lembrar que ela existia 50 anos depois tivesse pelo menos uma vez a cada 6 meses manutenido e limpado sua espada, passando uma leve camada de óleo, esta espada estaria em excelentes condições no dia de hoje.
Quanto ao manuseio por várias pessoas, talvez tenha um outro lado, pois a maioria do material militar fica muito mais tempo armazenado nas reservas do que em campanha. Um exemplo é o binóculo que fica armazenado em estufas com temperatura controlada, só é colocado no seu estojo de couro quando vai ao campo e mesmo assim é atacado por fungos e suas partes de metal pelo couro.
Este é o diferencial: o zelo e o cuidado do dono. Uma boa manutenção e outros cuidados mantem sua faca em excelentes condições por vários e vários anos.

R.Sfreddo
Para a confecção das minhas bainhas eu costumo colocar camurça,couro de cabra ou outro couro de vestuário para forrar a bainha internamente,pois são tratados com óleo e não atacam a lâmina. òleo e silicone são muito bons para hidratar e proteger o couro(e portanto a lâmina). O resto já foi tudo dito… Um abraço.

JosuéH.M.Araujo
Bom ninguem aqui dá tiros no proprio pé….
Mas se ve que quem gosta cuida de sua coleção ou sua juntamento facas.Eu mesmo gosto de; de tempos em tempos , escovar ,encerar e ver como estão as minhas faquinhas. As quais também são limpas, oleadas, polidas e afiadas conforme o caso.
Lembrem – se que bainha de couro não é bicho de sete cabeças.
E quando bem feitas são o complemento ideal para a maioria das facas custom.

Cabete
Todo instrumento de perfuração e/ou corte tem que ter proteção, seja para proteger o instrumento e mantê-lo sempre afiado e pronto para o uso seja para proteger os usuários.
É isto aí pessoal, eu não consigo ver facas jogadas dentro de uma gaveta ou armário com seus gumes e fios se chocando uns contra os outros e se danificando!
Hoje fui levar para a fabrica uma bela meia-lua que o D’Bem construiu. Como ela não tem bainha enrolei em vários sacos plásticos que era o estava mais à mão no momento. Antes de colocar na mochila já ví que as pontas tinham perfurado os sacos.
Na fabrica fiz um pequeno corte na mão ao retirá-la da mochila. Se tivesse uma bainha …

Ferrari
Ficando no assunto das bainhas, recentemente comprei um óleo para couros chamado Neatsfoot Oil, da Kiwi. Me pareceu ter um bom resultado. Mas vc falou do Mink Oil, ele é melhor?

JosuéH.M.Araujo
O melhor do mundo
E tão bom quanto o mink oil . A diferença esta na cor final do couro e que dá para usar um pincel ou boneca para aplicar no couro.
O Mink oil tem um que chamam de Outdor que tem silicone e é recomendado para impermeabilisar as botas de trabalho,caminhada ou coturno. E deixa o couro respirar.

Diversos

http://www.knifenetwork.com/forum/showthread.php?t=9151&goto=nextnewest

Cabete
Dia destes ví na tv alguns produtos feitos com couro de rã touro. Creio que dá pra fazer uns trabalhos bonitos com este couro

JosuéH.M.Araujo
Uma coisa boa é esse forum e a net, com um pouco de esfor
ço ‘da para entender e aprender com os N.Americans. Recomendo ver e fazer o possivel para ler o forum dos Sheath makers. Tem liçoes novas e muito legais para aprender lá.
A de derreter cera de abelha com Mink oil e tratar por imersão as bainhas ou uma bainha é uma legal.
O dificil é achar o mink oil, mas eu vou tentar uma modificação. Cera de abelhas com oleo de mocotó e cera de carnauba 1X1X1
Acho que fica com o mesmo efeito, e menos caro ou mais barato.
Jean devia esperimentar esse .
Se voce não achar o mink oil ou butter, essa é uma alternativa.

Jacinto de Melo
Eu já faço uma mistura com a minha cêra, eu uso aquela cêra para sapato que já vem pronta, misturo a ela óleo de mocotó e um pouco de cêra de carnaúba. Sem querozene , porque receca o couro.

JosuéH.M.Araujo
Boa ideia
Alem das cintas de lixa esse é outro dos segredos.
“Segredos”.
Eu gosto de fazer varias coisa como acabamento, mas por uma questão de gosto quase nunca uso nacar ou verniz.
Bom é isso ai criar algo que resolve.
A mistura de ceras que falei é para se usar a quente,com ela derretida, quem levantou a lebre, ou melhor , falou nisso comigo foi o Jean Callegari. Eu estou preparando um modelo de bainha de canivete para testar com esse acabamento. Tratamento. Ele é feito mergulhando-se a bainha na mistura já sitada, sendo que esta deve ser aquecida formando uma mistura homogenia e liquida.
Acho que vai ficar 10.

Callega
Geléia de mocotó.. Essa é nova.. E qdo tu for pro mato, nao vai ter bicho correndo atraz de ti, querendo comer a bainha??
Já li algo sobre oleo de linhaça com cera de abelhas.. Josué, na utlima vez que tentei brincar com parafina, tinha uns 15 anos…Minha mae queria me castrar…
Lembrem-se, para derreter a cera, banho maria…

Cabete
A fumaça da cêra pega fogo !
Como disse o Callega, sempre em “banho maria” !!
Quando morava em São Paulo estava fundindo projéteis em uma área de serviço coberta com eternit e muita teia de aranha. Joguei no cadinho alguns projéteis já lubrificados ( cêra de abelha + vaselina + grafite ) que queria refundir. A fumaça foi saindo e se acumulando no teto, resolví colocar o pequeno maçarico de protético na fumaça e foi uma verdadeira explosão, muito boa para eliminar as teias de aranha!
De outra vez estava derretendo esta mistura de cera de abelha com vaselina e grafite que havia se solidificado na vasilha feita de um tubo comprido de desodorante, a mistura se derreteu primeiro no fundo e laterais em contato com a lata e o idiota pressionou para baixo o tarugo inteiro, a cêra subiu pelas laterais com grande pressão e caiu toda sobre meu braço grudando meu relógio com os pêlos do braço e queimando um bocado. Foi bem dolorido para tirar aquela cêra com relógio e pêlos de uma pele bem queimada.
Para finalizar: Mande as crianças para a casa da sogra quando fôr mexer com isto pois os gurís adoram ficar bisbilhotando.

JosueH.M.Araujo
Turminha usem uma forma dessas de Pão. Fogo bem brando, baixo. tem até umas chapas de material refratario, que abrandam o fogo direto do fogão.
Eu estou com a ideia de pré aquecer a cera no forno de micro ondas.
Oque me fez lembar agora do neatsfoot oil que comprei só para tratar um coldre tipo buscarero que estou dando os finalmentes nele. O efeito do oleo importado é algo fantastico. Deu ao couro um tom acastanhado, meio de nogueira, a linha tipo fitinha do pesponto de arremare ficou quase que embutida e deu um tremendo realce no relevo do motivo floral .
O resultado que se quer é uma especie de manteiga branca,ou de cor caramelo, ou leitoso amarelado. Tudo depende da pureza da cera de abelhas e do oleo de mocotó

Cabete
Lembrei-me que meu pai raspava cêra de abelha e a derretia em um tacho com água depois deixava que esfriasse no próprio tacho em repouso, sem agitar. A cêra boiava e também apresentava um gradiente pois a sujeira tem a tendência de boiar e ficar na parte superior da cêra. Fazia isto com os favos de abelha creio que dêva dar certo com a cêra em blocos também. Tinha uma das fases que a cêra ficava purinha.
Será que o método usado para purificar xaropes de açucar misturando clara de ôvo batida não ajudaria também? A clara de ôvo tem a tendência de absorver a sujeira e depois de cozida boia na água, se ele boiar na cêra também ela trará mais sujeira para a superfície onde pode ser retirada junto com a sujeira.

JosuéH.M.Araujo
Acho que o melhor mesmo, numa enpreitada dessas, é ja de saida conceguir sera refinada pura. E obsevar e tomar cuidado com a qualidade do oleos e ceras que vamos usar.
O resto vamos experimentando.
Por uma questão de estilo e conveniencias recomendo que cada um de cada conto do nosso pais procure regionalisar, apurar e aprofundar-se, especialisando se num tipo particular de tratamento e acabamento . Assim de longe quando um de nossos associados vir uma bainha e a enpunhadura da faca na cinta de alguem, podera identificar a origem. Quem fez a faca e a bainha.
Coisa que de uns 5 anos para ca tem acontecido comigo.
E nesse negocio de entalhe em couro, sonado estilo os desenhos mais acabamentos e outros detalhes, soman-se de forma a formar quase como uma caligrafia, unica e inimitavel.
O Leandro Pazini em uma de nossas conversas por telefone identificou uma de minha bainhas mesmo sem ser ver a marca ou o J.H.M.A gravado com a swivel knife. Eu mesmo reconheço o martelo e ferramentas de seleiros de S.J.Boa Vista, Ribeirão Preto, Americana ( Edson, Selaia Magestade) , Roa Claro, e etc…
Assim como as incofumdiveis bainha do Milton C. e do Edinho.
Pensem nisso.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: